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Sérgio Ferro Dionísio's avatar

Como diz o meu amigo Raul que é limitado como eu e tem de dividir as conversas em tópicos, três temas:

Primeiro, excelente texto! Normalmente gosto muito do que escreve, mas acho que quando escreve sobre si, a escrita ganha um ritmo e uma fluidez viciantes. É o segredo dos grandes escritores sabe? Esqueça aquelas teorias todas intelectuais, é escrever sobre nós e sobre as nossas experiências mas de forma a parecer que não é. António Lobo Antunes explica.

Parabéns e obrigado pela leitura.

Segundo, Nikita Punk dos Expresso Transatlântico a partir dos 2m57s e Elegantly Wasted dos Hermanos Gutierrez com Leon Bridges a partir dos 2m18s. Podia dar centenas de exemplos destes, alguns no início das canções, outros a meio e muitos no final, e ainda o facto de só ouvir estações de rádio com o volume em números pares, a ordem por que escolho e leio os jornais e semelhantes. Só nunca fiz terapia porque um macho das obras alentejano mata-se antes de ir sequer ao psicólogo.

Terceiro, as cassetes, esse género de mixtape obssessivo-compulsivo comigo não resultaram porque acabaram por me estragar as canções. Ao início parecia uma excelente ideia mas para mim não funcionou. O prazer vem de ouvir tudo, até partes menos interessantes ou até chatas, a experiência completa.

PS, O Quarto do Filho não é assim tão comovente... Chorar? Eu? Não. Nunca na vida! Malditas alergias.

JBarata's avatar

Gostei muito do texto.

Obrigada pelas recomendações um pouco para o lado chorão da coisa.

Em relação aos loops, ainda tens essa cassete? Podias ser produtora de hip hop (uma espécie de madlib ou j dilla à portuguesa), já tens os loops.

Eu uso um editor de áudio chamado audacity que é básico mas muito bom que é capaz de ajudar nessa tua demanda de captura de loops de faixas que gostas.

Ripas os CDs para o computador ou ripas do youtube e o resto é experimentar no programa.

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