Gostei muito das recomendações deixadas! Apenas vi o primeiro filme e devo dizer que não foi uma experiência fácil. Acho que não tenho estrutura emocional para ver Cafarnaum, mas vou guardá-lo na lista. Quem sabe um dia não me sinta capaz...
Gostei igualmente da primeira parte do texto, que nos transporta para um lado mais intimista, que eu gosto.
Como diz o meu amigo Raul que é limitado como eu e tem de dividir as conversas em tópicos, três temas:
Primeiro, excelente texto! Normalmente gosto muito do que escreve, mas acho que quando escreve sobre si, a escrita ganha um ritmo e uma fluidez viciantes. É o segredo dos grandes escritores sabe? Esqueça aquelas teorias todas intelectuais, é escrever sobre nós e sobre as nossas experiências mas de forma a parecer que não é. António Lobo Antunes explica.
Parabéns e obrigado pela leitura.
Segundo, Nikita Punk dos Expresso Transatlântico a partir dos 2m57s e Elegantly Wasted dos Hermanos Gutierrez com Leon Bridges a partir dos 2m18s. Podia dar centenas de exemplos destes, alguns no início das canções, outros a meio e muitos no final, e ainda o facto de só ouvir estações de rádio com o volume em números pares, a ordem por que escolho e leio os jornais e semelhantes. Só nunca fiz terapia porque um macho das obras alentejano mata-se antes de ir sequer ao psicólogo.
Terceiro, as cassetes, esse género de mixtape obssessivo-compulsivo comigo não resultaram porque acabaram por me estragar as canções. Ao início parecia uma excelente ideia mas para mim não funcionou. O prazer vem de ouvir tudo, até partes menos interessantes ou até chatas, a experiência completa.
PS, O Quarto do Filho não é assim tão comovente... Chorar? Eu? Não. Nunca na vida! Malditas alergias.
Muito obrigada! Vou responder também por partes, como o Jack estripador. Nunca li Lobo Antunes. Nem tenho nada dele. Já percebi por aqui que as opiniões sobre o autor dividem-se. Vale muito a pena ou é assim assim?
Quantos às músicas que partilhou aqui, vou ter de comprovar se de facto esses segundos são os melhores. :)
Relativamente à terapia, se o terapeuta for bom não passa de uma conversa interessante, que não faz milagres mas ajuda bastante e infelizmente é paga. :)
P.S. se ainda não viu algum dos outros filmes, recomendo que veja. De preferência depois te tomar um anti-histamínico. Não são dramalhões básicos, são filmes muito bons.
Lobo Antunes para mim é inescapável. Não sou médico psiquiatra nem fui a qualquer guerra mas identifico-me muito com aquela cabeça caótica que tão depressa se concentra obsessivamente num momento como a seguir rapidamente se dispersa em vários pensamentos diferentes. Não é uma leitura em que se entre facilmente mas uma vez imersos é viciante. É visceral. Afasta muita gente não disposta aquela violência.
Em relação à terapia gostaria de deixar bem claro que acredito sinceramente que funcione e acho óptimo que as pessoas procurem ter melhor entendimento de si próprias e do que as rodeia através dessa ajuda profissional. Eu é que fui educado e continuo a viver na União Soviética.
De Nanni Moretti já vi muito e sei que não são dramalhões. Chorei baba e ranho a ver O Quarto do Filho e ainda estava longe de ser pai.
Obrigada pelas recomendações um pouco para o lado chorão da coisa.
Em relação aos loops, ainda tens essa cassete? Podias ser produtora de hip hop (uma espécie de madlib ou j dilla à portuguesa), já tens os loops.
Eu uso um editor de áudio chamado audacity que é básico mas muito bom que é capaz de ajudar nessa tua demanda de captura de loops de faixas que gostas.
Ripas os CDs para o computador ou ripas do youtube e o resto é experimentar no programa.
Se gostas do dilla vais gostar também deste do madlib Vol. 5-6: A Tribute To... que é como o nome indica um tributo do madlib ao j dilla. Recomendo e ele tem outros álbuns e mixes (com vários temas) bem boas.
Afinal ainda vou poder continuar a obsessão. :D Não conhecia essas coisas, obrigada pela dica. A cassete ainda deve estar em casa dos meus pais, ainda tenho essas relíquias lá. Nestas músicas “choronas” que coloquei aqui o que mais gosto são os violinos no auge.
Gostei muito das recomendações deixadas! Apenas vi o primeiro filme e devo dizer que não foi uma experiência fácil. Acho que não tenho estrutura emocional para ver Cafarnaum, mas vou guardá-lo na lista. Quem sabe um dia não me sinta capaz...
Gostei igualmente da primeira parte do texto, que nos transporta para um lado mais intimista, que eu gosto.
Obrigada, Adriana! O Cafarnaum é muito cru, mas vale a pena ver. :)
Como diz o meu amigo Raul que é limitado como eu e tem de dividir as conversas em tópicos, três temas:
Primeiro, excelente texto! Normalmente gosto muito do que escreve, mas acho que quando escreve sobre si, a escrita ganha um ritmo e uma fluidez viciantes. É o segredo dos grandes escritores sabe? Esqueça aquelas teorias todas intelectuais, é escrever sobre nós e sobre as nossas experiências mas de forma a parecer que não é. António Lobo Antunes explica.
Parabéns e obrigado pela leitura.
Segundo, Nikita Punk dos Expresso Transatlântico a partir dos 2m57s e Elegantly Wasted dos Hermanos Gutierrez com Leon Bridges a partir dos 2m18s. Podia dar centenas de exemplos destes, alguns no início das canções, outros a meio e muitos no final, e ainda o facto de só ouvir estações de rádio com o volume em números pares, a ordem por que escolho e leio os jornais e semelhantes. Só nunca fiz terapia porque um macho das obras alentejano mata-se antes de ir sequer ao psicólogo.
Terceiro, as cassetes, esse género de mixtape obssessivo-compulsivo comigo não resultaram porque acabaram por me estragar as canções. Ao início parecia uma excelente ideia mas para mim não funcionou. O prazer vem de ouvir tudo, até partes menos interessantes ou até chatas, a experiência completa.
PS, O Quarto do Filho não é assim tão comovente... Chorar? Eu? Não. Nunca na vida! Malditas alergias.
Os hermanos gutierrez são muito bons, mas gosto mais das guitarradas deles a solo.
O que mais gosto e ouço é o mais simples de todos, 8 Años.
Tenho que ouvir.
Muito obrigada! Vou responder também por partes, como o Jack estripador. Nunca li Lobo Antunes. Nem tenho nada dele. Já percebi por aqui que as opiniões sobre o autor dividem-se. Vale muito a pena ou é assim assim?
Quantos às músicas que partilhou aqui, vou ter de comprovar se de facto esses segundos são os melhores. :)
Relativamente à terapia, se o terapeuta for bom não passa de uma conversa interessante, que não faz milagres mas ajuda bastante e infelizmente é paga. :)
P.S. se ainda não viu algum dos outros filmes, recomendo que veja. De preferência depois te tomar um anti-histamínico. Não são dramalhões básicos, são filmes muito bons.
Lobo Antunes para mim é inescapável. Não sou médico psiquiatra nem fui a qualquer guerra mas identifico-me muito com aquela cabeça caótica que tão depressa se concentra obsessivamente num momento como a seguir rapidamente se dispersa em vários pensamentos diferentes. Não é uma leitura em que se entre facilmente mas uma vez imersos é viciante. É visceral. Afasta muita gente não disposta aquela violência.
Em relação à terapia gostaria de deixar bem claro que acredito sinceramente que funcione e acho óptimo que as pessoas procurem ter melhor entendimento de si próprias e do que as rodeia através dessa ajuda profissional. Eu é que fui educado e continuo a viver na União Soviética.
De Nanni Moretti já vi muito e sei que não são dramalhões. Chorei baba e ranho a ver O Quarto do Filho e ainda estava longe de ser pai.
Gostei muito do texto.
Obrigada pelas recomendações um pouco para o lado chorão da coisa.
Em relação aos loops, ainda tens essa cassete? Podias ser produtora de hip hop (uma espécie de madlib ou j dilla à portuguesa), já tens os loops.
Eu uso um editor de áudio chamado audacity que é básico mas muito bom que é capaz de ajudar nessa tua demanda de captura de loops de faixas que gostas.
Ripas os CDs para o computador ou ripas do youtube e o resto é experimentar no programa.
J Dilla Donuts 5 estrelas!!
Se gostas do dilla vais gostar também deste do madlib Vol. 5-6: A Tribute To... que é como o nome indica um tributo do madlib ao j dilla. Recomendo e ele tem outros álbuns e mixes (com vários temas) bem boas.
O Madlib é fantástico. De entre tantas há uma que de vez em quando ouço obsessivamente durante dias e dias.
https://open.spotify.com/track/4VaICpePVA67Wqvv8SryFr?si=Z8UAgWRVQ0eSVQkixUY3LA
Este álbum é muito bom. E ele também tem outro com samples da blue note muito bom também, agora não me lembro do nome.
Vou pesquisar isso.
Afinal ainda vou poder continuar a obsessão. :D Não conhecia essas coisas, obrigada pela dica. A cassete ainda deve estar em casa dos meus pais, ainda tenho essas relíquias lá. Nestas músicas “choronas” que coloquei aqui o que mais gosto são os violinos no auge.