Obrigada pelo texto, que subscrevo totalmente... Aprenderam com Elon Musk, Trump e companhia a fazer 100 reformas de uma vez, cada uma igualmente grotesca, para ser impossível lutar em tantas frentes ao mesmo tempo. Soma-se a isto o fetiche da comunicação social pelo Ventura e a desunião à esquerda e têm basicamente uma autoestrada livre para fazer tudo o que quiserem.
Dito isto custa-me entender como é que o português médio olha para isto e acha que está tudo bem. É o mesmo português que olha para greve com desdém mesmo estando em situação precária porque “eu é que trabalho e ninguém quer trabalhar”. Enfim nem sei se devo cair só no desânimo, na esperança por algo melhor, ou no cérebro zombie que está mais importado com o José Mourinho
Muito obrigada! :) Também alterno entre esses estados de alma, misturados com uma frustração gigante de impotência. Não é fácil. Mas por mais que muitas vezes me irrite muito até com os meus pares, vítimas da mesma opressão disfarçada, tenho sempre a esperança quase ingénua e infantil de que possamos unir-nos, deixar as trincheiras de lado, pois não estamos em altura para trincheiras, e mexermo-nos pelo básico que nos estão a tirar. Depois logo se trata do resto. :)
Chapeau, Maria Luísa: aplaudo e apoio, logo pelo título certeiro! A mon(g)arquia vai ao léu mas há muito quem continue a gabar-lhe o fato... á beira do Verão, claro: sempre cheio de fogo, o de artifício, o das sardinhas e os outros, com o fatalismo, deprimido e inerte, acentuado pelas altas temperaturas - a culpa é das alterações climáticas, cujas costas são infinitas... O calculismo de calendário é cirúrgico e sinistro, sem dúvida: expressão da hipocrisia de quem nos desgoverna a partir de um hemiciclo já muito degradado e degradante, continuando a apostar na nossa infantilização mediático-digital.. Dispara-se em todas as direcções, sem saber comunicar, de preferência com alarido para confundir e iludir os mais distraídos que vegetam em bolhas...O 'pacote laboral' é retrogrado e a prestação social única, desvirtuada, é um 'cavalo de tróia' cuja perversidade deseja dividir para reinar de luzes apagadas - neste país pequeno, intermitentemente amnésico, sem visão estratégica positiva e ciclicamente adiado, que vai sendo (di)gerido como se fosse um casino, pobre mas ambicioso.. .Quanto às estatísticas: há as que partilhou e são fiáveis, mas, as outras, que são periodicamente instrumentalizadas para nos reduzir a quantidades com quantias e sem qualidades..Abusei dos adjectivos? Provavelmente, mas cultivo e conservo a minha capacidade de indignação, seja qual for o cenário e a geografia - porque o desprezo, indigesto, também pode ser retribuído, com múltiplos temperos: sirva-se frio e ao ar livre!
Obrigada pelo comentário, Helena! Subscrevo cada palavra do que disse no seu poema, porque é um poema neorrealista! “O 'pacote laboral' é retrogrado e a prestação social única, desvirtuada, é um 'cavalo de tróia' cuja perversidade deseja dividir para reinar de luzes apagadas - neste país pequeno, intermitentemente amnésico, sem visão estratégica positiva e ciclicamente adiado, que vai sendo (di)gerido como se fosse um casino, pobre mas ambicioso.” - casino pobre mas ambicioso é a melhor definição que vi nos últimos tempos. Sobre a PSU é o filme Feios, Porcos e Maus do Scola. Até queria ter escrito sobre isso, mas já não cabia aqui.
Grata pela sua 'réplica' generosa (e saborosa), Maria Luísa... A referência que faz à pérola de Scola, entendida como 'belo-horrível', é muito oportuna, tristemente... Escreva, sim, quando lhe calhar. Valha-nos o sentido de humor: o meu, é inoxidável ;-)
Obrigada pelo texto, que subscrevo totalmente... Aprenderam com Elon Musk, Trump e companhia a fazer 100 reformas de uma vez, cada uma igualmente grotesca, para ser impossível lutar em tantas frentes ao mesmo tempo. Soma-se a isto o fetiche da comunicação social pelo Ventura e a desunião à esquerda e têm basicamente uma autoestrada livre para fazer tudo o que quiserem.
É mesmo isso. A agência de assessoria está a fazer um ótimo trabalho nesse sentido. Enfim, é um nojo.
Não uso esta app mas adoro ler o que escreves
Dito isto custa-me entender como é que o português médio olha para isto e acha que está tudo bem. É o mesmo português que olha para greve com desdém mesmo estando em situação precária porque “eu é que trabalho e ninguém quer trabalhar”. Enfim nem sei se devo cair só no desânimo, na esperança por algo melhor, ou no cérebro zombie que está mais importado com o José Mourinho
Muito obrigada! :) Também alterno entre esses estados de alma, misturados com uma frustração gigante de impotência. Não é fácil. Mas por mais que muitas vezes me irrite muito até com os meus pares, vítimas da mesma opressão disfarçada, tenho sempre a esperança quase ingénua e infantil de que possamos unir-nos, deixar as trincheiras de lado, pois não estamos em altura para trincheiras, e mexermo-nos pelo básico que nos estão a tirar. Depois logo se trata do resto. :)
Chapeau, Maria Luísa: aplaudo e apoio, logo pelo título certeiro! A mon(g)arquia vai ao léu mas há muito quem continue a gabar-lhe o fato... á beira do Verão, claro: sempre cheio de fogo, o de artifício, o das sardinhas e os outros, com o fatalismo, deprimido e inerte, acentuado pelas altas temperaturas - a culpa é das alterações climáticas, cujas costas são infinitas... O calculismo de calendário é cirúrgico e sinistro, sem dúvida: expressão da hipocrisia de quem nos desgoverna a partir de um hemiciclo já muito degradado e degradante, continuando a apostar na nossa infantilização mediático-digital.. Dispara-se em todas as direcções, sem saber comunicar, de preferência com alarido para confundir e iludir os mais distraídos que vegetam em bolhas...O 'pacote laboral' é retrogrado e a prestação social única, desvirtuada, é um 'cavalo de tróia' cuja perversidade deseja dividir para reinar de luzes apagadas - neste país pequeno, intermitentemente amnésico, sem visão estratégica positiva e ciclicamente adiado, que vai sendo (di)gerido como se fosse um casino, pobre mas ambicioso.. .Quanto às estatísticas: há as que partilhou e são fiáveis, mas, as outras, que são periodicamente instrumentalizadas para nos reduzir a quantidades com quantias e sem qualidades..Abusei dos adjectivos? Provavelmente, mas cultivo e conservo a minha capacidade de indignação, seja qual for o cenário e a geografia - porque o desprezo, indigesto, também pode ser retribuído, com múltiplos temperos: sirva-se frio e ao ar livre!
Obrigada pelo comentário, Helena! Subscrevo cada palavra do que disse no seu poema, porque é um poema neorrealista! “O 'pacote laboral' é retrogrado e a prestação social única, desvirtuada, é um 'cavalo de tróia' cuja perversidade deseja dividir para reinar de luzes apagadas - neste país pequeno, intermitentemente amnésico, sem visão estratégica positiva e ciclicamente adiado, que vai sendo (di)gerido como se fosse um casino, pobre mas ambicioso.” - casino pobre mas ambicioso é a melhor definição que vi nos últimos tempos. Sobre a PSU é o filme Feios, Porcos e Maus do Scola. Até queria ter escrito sobre isso, mas já não cabia aqui.
Grata pela sua 'réplica' generosa (e saborosa), Maria Luísa... A referência que faz à pérola de Scola, entendida como 'belo-horrível', é muito oportuna, tristemente... Escreva, sim, quando lhe calhar. Valha-nos o sentido de humor: o meu, é inoxidável ;-)